domingo, 27 de maio de 2018

Domingueira

E vem outro domingo, mas nem parece outro, porque os domingos têm todos a mesma "forma composicional", apropriando-me de Bakhtin. O que muda é o conteúdo temático, e isso ainda às vezes... Hoje, como convém a um maio arapiraquense, choveu - chuva sim, chuva não nesse domingo-gato - felinício porque segue lânguido, enroscando em si mesmo, preguicento, fazendo "nossos relógios caminharem lentos", como canta Alceu Valença no vizinho (ah, não posso esquecer de, qualquer dia desses, falar do "neighbourhood"...) -
E ainda tem a coisa da greve: gente falando demais, gente falando o que não sabe, gente manipulando gente, gente sendo manipulada.
Eu? Leio, ouço, vejo, vivo as bobeiras, puxo um mantra, inspiro, respiro e transpiro, e tento me transportar para a terra do nunca, talvez Pasárgada (parece que tem combustível para...).
Tenho conseguido não responder... mas isso não impede o nó na garganta que faz descer quadradamente o meu chá de alecrim - bem quentinho porque hoje faz 19ºC aqui e estou morrendo de frio.
Mas é domingo, as férias estão chegando... e isso me esfria a espinha: quando eu e meu marido-anjo-sonho resolvemos conhecer parte do Nordeste com o nosso minicarro, os caminhoneiros fecham as estradas e não há combustível (sei, sei, caro leitor e cara leitora, meu egoísmo agora estratoferou... é que eu preciso de férias, preciso sair por aí sem hora pra voltar e, para isso, preciso que a greve acabe... acho válida, necessária... Ah, não, não. Não vou, não quero falar agora de política!)
Ah, assistimos à Bela e a Fera, filme de 2014. Eu gostava mais do cara quando era a fera rsrs

FOTINHA: De um domingo feliz algures e alhures :D


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