domingo, 20 de maio de 2018

Domingo no parque - da vida

Domingo.
Um solonso trebilha, quase que pedindo desculpas... Não sabe ser dia pleno, pensa-se aurora.
Pelas janelas, abertas de par em par, vem o vento ventoso. Agita as folhas do livro na cabeceira, ajeita pensamentos e sonhos. Ele traz os sons todos da vida que se vive lá fora. Entre os sons, os anúncios de vandedores ambulantes que passam com seus instrumentos equipadíssimos para a guerra do vender mais. Interiorando...
Olho pela janela bem na hora do duelo, do embate: uma caravan amarela e seus imensos e numerosos alto-falantes vem de encontro a uma motocicleta, não com menos e nem menores caixas de som. Uma vende ovos; outra, o sonho de enraizar-se numa casa própria.
Cruzam-se, bem na minha frente! Fecho os olhos, prendo a respiração...
Só a paz vem das caixas que emitem sons altos, mas tão altos, que chegam no céu!
Seguem as duas, tagarelas, rua adentro, cada qual na direção escolhida.
Lá na frente, vem um caminhão vendendo frutas. E o homem da macaxeira já passou.
Saio da janela. Vou tomar café com as frutas que comprei ontem na estrada - mas isso é outra história.

O domingo começou...

Bom dia. Bom domingo. Boa vida!


FOTO: De um domingo daqueles inesquecíveis nessa minha arte de domingar!
(Garuva,-SC. Sítio da tia do Suva - a simpática Lizinha)

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