quarta-feira, 30 de maio de 2018

Por que até sol tem aniversário

Aniversário do sol da minha vida. 
Já viram uma mulher linda? Mas linda mesmo, assim, completa na lindeza? Então, ela se chama Bruna. É de uma lindeza tão lindosa, que não cabe nela e enlindece a gente! Desde que nasceu, feita de coração e boca, a lindeza se instaurou. Sabe aquele ser que chora bonito? Então... Não faz muito tempo que esse serzinho chegou, trazendo muita luz nos olhos e no sorriso. A vontade de viver era tanta, que, com três meses no ventre materno, já queriabotar os olhos no mundo. Deu um pouco de trabalho convencer essa gostosura de que tinha que esperar ainda um pouquinho para nos iluminar. Mas ela se segurou, ganhando forma, ganhando vida.
Quando nasceu, tenho certeza de que o coração veio primeiro. A mãe, Cristiane, embalou e amamentou, no primeiro momento, um coração, que, no toque maternal, virou o anjo que sempre foi. E esse coração, que virou anjo, virou menina e hoje é mulher feita, é o sol da minha vida.
E eu nem acredito que já estou chamando essa coisiquinha de mulher! Mas essa menina-mulher-lindecente (é até indecente de tão linda) tem uma coisa que vem de dentro. O olhar brilha, a boca se abre em dentes e riso e a gente enxerga a alma! Alma cheia de sol, brilhosa, radiante.
Pode alguém pode dar o sol para outrem (dar-lhe-ei o sol!!!)? Poooooode! Cris e o Edi me deram - nos deram - a Bururu. Lindecenta, lindosa, lindoura, lindalma! - Porque as palavras que existem não sabem dizer o sol!
Em dias cinzentos, penso nela e, pronto, todas as cores do mundo surgem! Bruna, a Bururu, meu amor eterno, meu sol, a cor e a magia dos meus dias. Com você estarei para sempre, sempre. Parabéns, encanto!



Noites agrestinas. A de hoje luarenta. 
A luz é tanta, encanta nesse céu meu e teu.
Um céu do Agreste. 
Ceú alagoano. Brasileiro.
Um céu luoso. Feliz



segunda-feira, 28 de maio de 2018

Por que a semana urge.

A chuva entoa uma musiquinha suave ao cair dos céus arapiraquenses nessa segunda, competindo com a família Veloso que ecoa em minha sala. Lá fora, o Brasil segue, tentando se organizar, mas a mediocridade de ideologias, os paradoxos e a ignorância, como sempre, conduzem a caminhos que parecem não levar a lugar algum - como oportuniza hoje a falta de combustíveis.
Há momentos em que eu queria ser menos "pensante", mais alheia (alienada, não...). Talvez entender menos faça sofrer menos e Temer menos...
Mas a segunda começa e sigo a vida - literalmente com combustível, já que enchi o tanque do meu minicarro antes da coisa ficar mais feia. Precavida casada com sistemático rsrs -
E Belchior vem agora, com sua voz impagável e filosofia atual, me dizer: "Mas não se preocupe, meu amigo,com os horrores que eu lhe digo, isso é somente uma canção. A vida realmente é diferente, quer dizer, ao vivo é muito pior" E sigamos, rapazes e rapazas latino-americanos. A segunda urge! E ruge!
Bom dia. Boa segunda. Boa vida!

FOTINHA: Retrato das árvores felizes com a chuva e com a diminuição dos carros e, consequentemente, dos gases poluentes.


domingo, 27 de maio de 2018

Sobre o "share"



Escrito e postado naquele mar de inquietações que é o Sr. Facebook.

Estou pensando sobre você mesmo, Sr. Facebook. Aliás, sobre os seres-quase-inanimados que por aqui transitam. Robotizados, mas de dedos ágeis no botão "share", ainda que com mentes inertes, analfabetos funcionais por opção.
Penso que que estou a cada dia mais cansada de ler postagens - e comentários sobre postagens - baseadas em frases soltas, fora do contexto em que foram ditas ou escritas. 
De julgamentos rasos. De ódios gratuitos a partir de uma palavra...
Por favor, um pedido pelo bem da humanidade (ou pelo menos, pelo bem do meu estômago): vamos analisar antes se compensa reproduzir algo. "Você se torna responsável por aquilo que compartilha", parafraseando Saint Exupèry. 
De boa ler outras fontes. Consultar a veracidade. Fazer uma leitura crítica, tentando compreender o texto todo e não apenas a manchete. Situar textos e conteúdos em seu tempo e espaço e cultura e história.
Se é para julgar, julguemos. Mas com inteligência e embasamento. 



Sem Fotinha. Não há ilustração para o "sharear" inconsequente.

Domingueira

E vem outro domingo, mas nem parece outro, porque os domingos têm todos a mesma "forma composicional", apropriando-me de Bakhtin. O que muda é o conteúdo temático, e isso ainda às vezes... Hoje, como convém a um maio arapiraquense, choveu - chuva sim, chuva não nesse domingo-gato - felinício porque segue lânguido, enroscando em si mesmo, preguicento, fazendo "nossos relógios caminharem lentos", como canta Alceu Valença no vizinho (ah, não posso esquecer de, qualquer dia desses, falar do "neighbourhood"...) -
E ainda tem a coisa da greve: gente falando demais, gente falando o que não sabe, gente manipulando gente, gente sendo manipulada.
Eu? Leio, ouço, vejo, vivo as bobeiras, puxo um mantra, inspiro, respiro e transpiro, e tento me transportar para a terra do nunca, talvez Pasárgada (parece que tem combustível para...).
Tenho conseguido não responder... mas isso não impede o nó na garganta que faz descer quadradamente o meu chá de alecrim - bem quentinho porque hoje faz 19ºC aqui e estou morrendo de frio.
Mas é domingo, as férias estão chegando... e isso me esfria a espinha: quando eu e meu marido-anjo-sonho resolvemos conhecer parte do Nordeste com o nosso minicarro, os caminhoneiros fecham as estradas e não há combustível (sei, sei, caro leitor e cara leitora, meu egoísmo agora estratoferou... é que eu preciso de férias, preciso sair por aí sem hora pra voltar e, para isso, preciso que a greve acabe... acho válida, necessária... Ah, não, não. Não vou, não quero falar agora de política!)
Ah, assistimos à Bela e a Fera, filme de 2014. Eu gostava mais do cara quando era a fera rsrs

FOTINHA: De um domingo feliz algures e alhures :D


Sábadão

Sábadão.
Saímos para um momento especial no Vinil Coffee Bar, o "Goles Poéticos".
Foi um deja-vu da CACAU e de outras atividades culturais das quais eu participava em São Tomé. Fiquei até emocionada!
Com a companhia da Karla e do Sérgio, cerveja beeeem gelada, dadinho de tapioca e uma pinguinha licorada da casa: noite animada e feliz. Muito, muito bom.

FOTINHA: Curtindo a cultura arapiraquense.

sexta-feira, 25 de maio de 2018

Sobre chuva

Hoje choveu o dia todo aqui e isso me deprime. Acho a chuva super importante, claro, mas não consigo ficar feliz com essa chuvinha intermitente. Gosto daquelas que vêm com impacto: mandam a água com força, determinadas, dominadoras. Depois de alguns minutos mostrando a que vieram, vão-se, soberanas.
Já essas quietinhas, que em São Tomé eles chamam de "suba mwala" (chuva mulher, porque, segundo eles insiste, insiste, insiste, até conseguir o intento), apagam a luz do meu coração.

Mas a vida segue, chova ou faça sol!

FOTO: Só uma foto feliz, em um dia que não choveu :D

Africanidades

Hoje comemora-se o dia da África.

Para comemorar esse dia, planto nessa página em branco uma semente de poema, para inundar os continentes vários. A semente fecundada na imaginação da poetisa Conceição Lima, germinada nessa maravilha:

Afroinsularidade
Deixaram nas ilhas um legado
de híbridas palavras e tétricas plantações

engenhos enferrujados proas sem alento
nomes sonoros aristocráticos
e a lenda de um naufrágio nas Sete Pedras

Aqui aportaram vindos do Norte
por mandato ou acaso ao serviço do seu rei:
navegadores e piratas
negreiros ladrões contrabandistas
simples homens
rebeldes proscritos também
e infantes judeus
tão tenros que feneceram
como espigas queimadas

Nas naus trouxeram
bússolas quinquilharias sementes
plantas experimentais amarguras atrozes
um padrão de pedra pálido como o trigo
e outras cargas sem sonhos nem raízes
porque toda a ilha era um porto e uma estrada sem regresso
todas as mãos eram negras forquilhas e enxadas

E nas roças ficaram pegadas vivas
como cicatrizes — cada cafeeiro respira agora um
escravo morto.

E nas ilhas ficaram
incisivas arrogantes estátuas nas esquinas
cento e tal igrejas e capelas
para mil quilómetros quadrados
e o insurrecto sincretismo dos paços natalícios.
E ficou a cadência palaciana da ússua
o aroma do alho e do zêtê d'óchi
no tempi e na ubaga téla
e no calulu o louro misturado ao óleo de palma
e o perfume do alecrim
e do mlajincon nos quintais dos luchans

E aos relógios insulares se fundiram
os espectros — ferramentas do império
numa estrutura de ambíguas claridades
e seculares condimentos
santos padroeiros e fortalezas derrubadas
vinhos baratos e auroras partilhadas

Às vezes penso em suas lívidas ossadas
seus cabelos podres na orla do mar
Aqui, neste fragmento de África
onde, virado para o Sul,
um verbo amanhece alto
como uma dolorosa bandeira.

LIMA, Conceição. O Útero da Casa. Lisboa, Editorial Caminho, 2004

FOTO: Um pouco de São Tomé e Príncipe




quinta-feira, 24 de maio de 2018

Eventando

Hoje foi um dia produtivo: INSS, vacina, manicure, Seminário, café-com-leite e bolo-de-chocolate-delícia-de-delicioso!

No INSS, pela quinta vez, tentando conseguir juntar todas as minhas contribuições: privada, autônoma, estatatal e agora federal, para me aposentar breve, muito brevemente! (Daí quero só uma casa no campo, pau a pique e sapê, onde eu possa cantar meus amigos, meus livros e discos e nada mais... - qualquer coisa assim que a Elias queria também). Interessante é que hoje começou o sistema "meu inss", em que quase todos os procedimentos serão feitos por telefone ou internet. O que se esperava que acontecesse? CAOS! Só que aqui em Arapiraca, não! Por quê? Porque o Gestor do INSS daqui, Sr. Manuel, chegou às 6h50 (eu já estava na fila, sim senhor e sim senhora!!), e assumiu o atendimento! Isso é sério. Ele atendeu um a um, enquanto a recepcionista não chegava, e, depois que ela chegou, ficou por ali, auxiliando, explicando, cuidando pessoalmente (inclusive ligando do seu celular) para casos mais complicados nesse primeiro dia.
Gente, eu fiquei admirada. Claro que fui elogiá-lo! Ele me disse: "obrigada, mas esse é o papel do gestor!". É, e é mesmo, mas nem todos agem assim. Enfim, fé na humanidade reforçada pela manhã.

Isso me deixou feliz, inspirada para tomar a vacina contra a gripe. Tomei no braço esquerdo. Agulhada bem doiiiiiiiiiiida!

Fiz pé e mão, tão gostoso! A manicure fez uma massagem no meu pé tão, mas tão, mas tão gostosa que quase casei com ela. Mas ela já era casada rsrsrs

Depois teve apresentação no SEMALI da Uneal, que começou um tanto quanto desorganizado (sem programação de apresentações, sem local indicado, sem definição de tempo, sem detalhamento sobre material de apoio, enfim), mas, que, ao final, foi MARAVILHOSO! Trabalhos relevantes, gente preparada e bem conduzida pelos caminhos da pesquisa e a ampliação dos meus networks. Isso sem falar da maneira encantadora com que fui recebida por todos. Apresentei uma comunicação, como os alunos da graduação, disposta a mostrar que estou na área, quero trabalhar, estou a disposição. Rendeu muitoooooooooooooo: contato incrível com Prof. Rosângela Leite, da UNEAL, e Prof. Magda, do estado em Arapiraca, supervisora no PIBID.  A-D-O-R-E-I e ainda granhei livro <3

Claro que o dia merecia um doce. Tomar café com leite e bolo de chocolate recheado - mas beeeeem recheado - é merecimento, é premiação, é satisfação plena, é vitória, é conquista. Acho até que é vida! Então, hoje me dei outra vida :D

Agora estou aqui, com um monte de coisas a fazer, mas escrevendo nesse blogue.
Estou cansada, tão cansada que fiquei um tempão assistindo ao "Pelados e Largados" e "Duelo em dupla Brasil", este último, gravado na mata das Araucárias, me remeteu à infância: pinheiros, pinhões, frutinhas, barba de velho, riachos cheios de pedra, morros parecendo os que percorri na infância... mas isso dá matéria para outra postagem! <3

E eu achei-me desinspirada... Roubaram-me os termos, mas até que saiu texto. Só a poesia não vem. Estou pelada de sonorização! Vou buscar a poemice lá nos Lençóis Maranhenses ou em Jericoacoara...

FOTOS: V SEMALI, na UNEAL,




quarta-feira, 23 de maio de 2018

A escrevência cruel: desabafo também faz parte...

Escrever, para mim, significa libertar-me de certos monstros interiores. Na meninice, tive diários, guardados a sete chaves com segredos obscuros, pecados inenarráveis, desejos indizíveis - tão juvenis... Hoje, vou usar essa minha facilidade letrada para desabafar: estou, realmente, cansada, como nunca estive, talvez...
Já declarei minha extenuação, mas estou ficando preocupada. Ficar na horizontal tem sido um convite insustentável há pouco mais de um mês. Uma ansiedade irreconhecível em mim. Medos bobos. Horas e horas improdutivas a olhar para o celular que não traz nada de novo.
A preocupação se intensificou quando me dei conta de que estou deitada no sofá aos domingos assistindo ao Domingão do  Faustão e que tenho me interessado pela novela das nove - na Globo!
Meu eterno amor amigo companheiro amante homem-menino-da-minha-vida, Luciano, tem, como nunca, me escutado, me aconselhado, me conduzido - psicólogo, além de tudo.
Não trago nem poesia hoje, nem palavras inventadas, nem sonoridade. Só o desabafo mesmo.
Que venham as férias. Ou que venha logo o amanhã. Sempre tudo pode ser diferente depois de uma noite de sono.
Esperando (deitada...)

FOTO: Sem foto, porque não tem como fotografar o ato de desabafar.

terça-feira, 22 de maio de 2018

Cansaço

Puxo pela postagem de ontem para tratar do hoje.
O termo "preguiça" parece simplório. Não se escreve, não se faz, não se age, não se move, nada: preguiça. Mas esse termo abraça outros tantos. Entre eles, cansaço - que abraça esgotamento, fadiga, extenuação, quebrantamento, esfalfamento.
Lezeiraaaaaa.
Lombeiraaaa (adoro essa).
E trago Guimarães Rosa para me ajudar: "Mas eu concordava, quem sabe por essa moleza, que às vezes a gente tem, sem tal nem razão, moleza no diário, coisa que até me parece ser parente da preguiça."
Ninguém é preguiçoso por escolha (eu acho). Tipo: "o que você vai ser da vida?" "Vou ser preguiçoso"... conjecturas.
Mas, eis-me: Descaída nesse semestre letivo interminável!
Profecia: "Virá o início do outro e esse não acabará."
(verdade! que o diga a extensão do PIBIC fonfon - assim chamo o Pibic sobre fonética e fonologia que herdei da Professora Luciana, partida para os ares mineiros - esse minino só vai acabar em final de julho... e ele é um dos fatores "felomenais" nesse meu quebrantamento).
Ai, ai...
Pois é, tenho mesmo que parar de escrever nesse blogue para avaliar os relatórios de estágio; ouvir as gravações do projeto Fonfon; preparar apresentação de quinta no Semali da UNEAL; preparar reavaliações; avaliar as questões de variação em livro didático na editora em que sou consultora; avaliar livro em homenagem a uma professora amiga na editora em que sou parecerista; começar as leituras para mesa sobre sociolinguística educacional em julho em Salvador (ai, que lugar ruim rsrsrs); especificar o que falar sobre as tantas questões linguísticas São Tomé em palestra no SBPC África de julho. E ainda, ajudar o Luciano a escrever o TCC dele... (assunto a ser tratado neste blogue com minúcias - sobre orientar o marido, que faz pós-graduação em Educação Física à distância... "nadaver"? Pois é... mas a Kroton comprou a Unopar e o que importa agora é dinheiro - por isso, não há orientador para o pobre Luciano, só um tutor despreparado... mas isso é outro assunto).
Então, posso me aliar à Macunaíma? "Ai, que preguiça". Ou compactuar com Riobaldo Tatarana: "Até com preguiça eu estava. A verdade, porém, que um tinha de ser o chefe."
Mas, como diria Chico "Vai passar".

FOTO: Momentos trabalhando para dar ânimo. Muitas fotos. Pra lembrar que vale a pena. Que a preguiça é, no fundo, no fundo, nada perto do que se pode realizar (isso é pra me convencer mesmo a sair daqui e ir trabalhar rsrsrs)

Boa tarde. Boa terça. Boa vida!















segunda-feira, 21 de maio de 2018

Da perda de um bom tema...

Hoje é dia do Profissional de Letras - o que me tornei efetivamente em fevereiro de 2008, quando recebi o canudo. Graduada em Letras Inglês-Português!
Hoje também é Dia das Línguas Nacionais.
Esses dois temas dariam um belo texto, mas hoje eu não estou com nenhuma vontade de escrever...
Acontece!

Boa noite. Boa segunda. Boa vida!

FOTO: A efetivação da condição Letrista :)


domingo, 20 de maio de 2018

Domingo no parque - da vida

Domingo.
Um solonso trebilha, quase que pedindo desculpas... Não sabe ser dia pleno, pensa-se aurora.
Pelas janelas, abertas de par em par, vem o vento ventoso. Agita as folhas do livro na cabeceira, ajeita pensamentos e sonhos. Ele traz os sons todos da vida que se vive lá fora. Entre os sons, os anúncios de vandedores ambulantes que passam com seus instrumentos equipadíssimos para a guerra do vender mais. Interiorando...
Olho pela janela bem na hora do duelo, do embate: uma caravan amarela e seus imensos e numerosos alto-falantes vem de encontro a uma motocicleta, não com menos e nem menores caixas de som. Uma vende ovos; outra, o sonho de enraizar-se numa casa própria.
Cruzam-se, bem na minha frente! Fecho os olhos, prendo a respiração...
Só a paz vem das caixas que emitem sons altos, mas tão altos, que chegam no céu!
Seguem as duas, tagarelas, rua adentro, cada qual na direção escolhida.
Lá na frente, vem um caminhão vendendo frutas. E o homem da macaxeira já passou.
Saio da janela. Vou tomar café com as frutas que comprei ontem na estrada - mas isso é outra história.

O domingo começou...

Bom dia. Bom domingo. Boa vida!


FOTO: De um domingo daqueles inesquecíveis nessa minha arte de domingar!
(Garuva,-SC. Sítio da tia do Suva - a simpática Lizinha)

sábado, 19 de maio de 2018

Para começar essa viagem.

Esse nome é esse mesmo: liando na elienação. Porque ainda não sei bem quem sou: Lia, Eliane, as duas, nenhuma - na verdade, uma só... que se quer muitas por vezes e, noutras, nem sabe ainda o que quer ser...
A meta é simples: escrever de hoje até o 24 de janeiro de 2020 - data dos 50 anos.
E, neste dia, rever uma a uma as postagens do pré-cinquentenário, comparando-as...
As manifestações serão diárias, ou não (se me conheço, serão...) Mas não vou nem regrar, nem nada. Vou seguir, como sigo a vida...
E fui lá no calendário contar quantos dias tenho daqui até a minha meta: serão 957 dias. Diária ou não, de qualquer modo, cada postagem, cada liança, cada elienação, estará aqui, ajudando a me desenhar e a tentar, quando chegarem os 5.0, saber saber se já sei quem sou...

FOTO: Ponte da Lagoa de Registro, em Registro/AL.
Para mostrar que o caminho é longo e que se construirá por meio de pontes, com liames no final.

Bom dia. Bom sábado. Boa vida!

Gênese do blogue ou o nascedouro do ato de procrastinar

Por que criar um blogue?
Para aliviar as inquietações cotidianas? Substituir o psicólogo? Aparecer? Autoafirmar-se? Procrastinar? Por tudo isso.
Pela necessidade de falar, falar, falar - pela escrita. Pela absoluta liberdade do textão :)
Pela vontade de mostrar coisas: atos, fatos, pensamentos, objetos, besteiras, seriedade.
Para compartilhar as viagens todas: reais, imaginárias, na maionese.
Para quebrar a rotina, falar da comida (só a alimentar :D ) do almoço, do que faz bem, os livros para ler e para não ler, a decepção do artigo não publicado, a alegria da aula bem dada.
Mostrar a flor nascida no asfalto, o cachorro sorridente na praia, o esgoto passando na calçada em frente ao restaurante que se chama "Borogodó"...
Enfim.
Pra isso mesmo: gastar o dedo no teclado e expor a alma.
Mostrar as coisas minhas: da Lia, da Eliane, da linguista, da professora no Curso de Letras, da mulher do Luciano, da filha, da irmã, da amiga, da tia, da mulher...
Porque é assim que sigo: liando nas elienações.

Desblogando

Não foi uma boa hora para criar um blogue...