Escrever, para mim, significa libertar-me de certos monstros interiores. Na meninice, tive diários, guardados a sete chaves com segredos obscuros, pecados inenarráveis, desejos indizíveis - tão juvenis... Hoje, vou usar essa minha facilidade letrada para desabafar: estou, realmente, cansada, como nunca estive, talvez...
Já declarei minha extenuação, mas estou ficando preocupada. Ficar na horizontal tem sido um convite insustentável há pouco mais de um mês. Uma ansiedade irreconhecível em mim. Medos bobos. Horas e horas improdutivas a olhar para o celular que não traz nada de novo.
A preocupação se intensificou quando me dei conta de que estou deitada no sofá aos domingos assistindo ao Domingão do Faustão e que tenho me interessado pela novela das nove - na Globo!
Meu eterno amor amigo companheiro amante homem-menino-da-minha-vida, Luciano, tem, como nunca, me escutado, me aconselhado, me conduzido - psicólogo, além de tudo.
Não trago nem poesia hoje, nem palavras inventadas, nem sonoridade. Só o desabafo mesmo.
Que venham as férias. Ou que venha logo o amanhã. Sempre tudo pode ser diferente depois de uma noite de sono.
Esperando (deitada...)
FOTO: Sem foto, porque não tem como fotografar o ato de desabafar.
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